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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Almofada de elefante









Porque há um menino em período de alfabetização e que acabou de ganhar uma irmãzinha, nasceu esta almofada de elefante.
É um elefante letrado, professor que adora lembrar seus pequenos alunos das vogais: A,E,I,O,U.
E pode gerar muitas brincadeiras que ensinam: com que se letra se escreve AMOR? E UVA? E assim por diante.
Com um dedinho lindo o pequeno vai apontando e reforçando o que já sabe.
Além de ser uma almofada que ficou com jeito de travesseiro (fui me empolgando e aumentado, aumentando, aumentando e quando vi, era mais travesseiro do que almofada!), penso que pode ser mais uma fonte de diversão e aprendizado.
Ah, o olhinho mexe!!!! Quando eu era pequena, tive uma borracha escolar que tinha olhinhos assim: nunca me esqueci dela e eles ainda me encantam! 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Colcha de retalhos para uma bebê

Arte de rua e patcwork: prá mim, tudo a ver

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Mãe e filha

O vento insiste em mostrar o outro lado

Tecido importado no verso




O verso




Para além de um trabalho feito à mão, com devoção e esperança de uma vida repleta de coisas boas e dias iluminados, uma colcha feita para um bebê leva a energia da costureira, que ali deposita suas melhores intenções.
Que lhe aqueça, que lhe sirva de abrigo, que lhe conforte os dias e as noites.
Ou que seja tão somente seu paninho querido.
Depois que parte das mãos de quem fez, um trabalho artesanal cumpre a missão que lhe for destinada, seja ela qual for.
Esta última colcha que fiz, repete um trabalho visto no Pinterest que me deixou encantada: traz a mãe elefanta e a filhinha que lhe segura o rabinho. Além disso, a mãe ainda cheira uma flor.
Foi feita com tecidos nacionais e importados, com quilt livre.
As fotos trazem o contraste da luz natural e da luz interna: me parece que dependendo das cores trabalhadas a luz artificial é melhor. Posso estar enganada, mas fica claro que ainda tenho muito a aprender em matéria de fotografia. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Livro de recordações


livro de recordações da Helena

livro de recordações da Helena

   Helena está prestes a vir ao mundo.
   Aguarda, quietinha e quentinha, no ventre de sua mãe, a hora certa, o momento exato de dar o ar de sua graça.
   Acho mesmo que toda criança é um anjo que se materializa, que vem para nos trazer algo de bom e novo.
   O que será feito de sua vida a partir do parto, são outros quinhentos, como diria minha avó.
   A forma como será criada, as influências que determinarão seu caráter, o dia a dia que fará dela um adulto, tudo isso vai se desenvolvendo com o passar dos anos.  Mas, por princípio, toda criança é boa e vem para o bem. Se conseguirá seu intento (e infelizmente, muitas vezes, as boas intenções são perdidas pelo caminho), só poderá ser apreciado com o tempo.
   Mas no caso da Helena, que chega querida e desejada, a mãe queria um livro para que quem fosse visitá-la pudesse lhe deixar um recadinho, uma anotação de boas-vindas.
  E foi um pedido e tanto. Embora pareça só mais um caderno, um livro, pensei na importância que terá para a Helena mais crescida, quando souber apreciar os votos que lhe foram feitos. Quando puder abrir esse livro e compreender quanto lhe quiseram bem, quantos desejos de uma vida feliz e bem-aventurada lhe foram dirigidos.
   Assim, talvez trace um retrato fiel da época em que nasceu.
  Tomara que minha modesta contribuição seja capaz de guardar e proteger todo o bem querer que lhe é desejado.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Nécessaires: a certa e a errada

Quem é quem? Qual a certa, qual a errada?







Por vezes, invento minhas costuras.
Mas, outras vezes tento fazer algo seguindo uma publicação ou algo que me encanta e que vejo por blogs ou sites.
No caso dessas nécessaries, achei o projeto nas páginas de uma revista que tenho há tempos mas que não tinha reparado direito.
Dias desses, observo que bolsinha mais graciosa ela é e me lanço o desafio de costurá-la.
Vou seguindo o passo a passo muito bem fotografado da revista.
Mas, "há algo errado", desconfio. Como pode se pedir um zíper de 40 cm se cada lateral deve ser cortada com 64,5 cm? E o fundinho da bolsa tem 19x19cm? Como????
 Mas, como sou crédula no conhecimento alheio e uma otimista irritante, mesmo com tudo indicando que não dará certo, vou, toda alegrinha, costurando tudo. Só compro um zíper maior, coerente com o tamanho das laterais. Vai ver teve erro de digitação...
Claro que não deu certo! Como encaixar tudo num fundinho? Fazendo pregas? Mas tem manta acrílica já costurada e o modelo é bem lisinho, sem nada disso.
Reconheço que me faltou malícia, esperteza.
Mas diante de tudo que já tinha feito, o que faria, desprezar todo o trabalho? Que nada!
Acrescentei uma faixa vermelha às laterais para dar mais proporção e fiz outro fundo, desta vez adequado ao tamanho da nécessarie grandona, que era a nécessarie errada mas que ganhou status de frasqueira. Então, se a virem por aí, na rua, não corram o risco de chamá-la de nécessarie que ela se zangará. Chamem pela frasqueira que ela será boa e gentil.
E para o pequeno fundo já pronto, fiz uma outra nécessarie, calculando eu mesma o tamanho correto.
Lição para as costureiras inocentes: confie no seu instinto!!! Juro que vou me esforçar...
E pode-se fazer uma comparação com uma das estórias infantis que mais gosto: O Patinho Feio.
Como nécessarie, ela era grande, desengonçada e errada. Já como frasqueira, ela se tornou linda, útil e espaçosa. Adoro finais felizes!



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