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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sorteio de bolsa!





Meu primeiro sorteio!!!! Estou sinceramente emocionada...
É que cheguei a 500 seguidores, número que pode ser considerado baixo para alguns mas, muuuito representativo para mim.
Nunca pensei que pudesse chegar a tanto! Pareço deslumbrada? Tô mesmo!!!!!
E com o maior carinho, fiz esta bolsa em tecido importado e nacional, com dois bolsos na frente, um bolso com zíper embutido atrás (esqueci de fotografar...) e quatro bolsos no interior.
Esta bolsa será sorteada entre as pessoas que gentilmente fizerem um comentário deixando o email e seguirem o blog. 
Fora isso, não há qualquer outra restrição: podem se candidatar interessadas na bolsa de qualquer parte do país ou mesmo do exterior. O sorteio será dia 21 de agosto.
Quem quer ganhar presente????

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Uma bolsa de duas alças











     Uma nova bolsa! Adoro este modelo e como foi feita para alguém que leva uma vida muito corrida, coloquei também alças que permitem  usá-la na transversal. Assim, se pode ter as mãos livres e mesmo assim carregar o mundo junto de si.
     Este tecido traz uma das combinações que mais gosto: azul-marinho e vermelho. E flores, muitas flores.
     Gostei tanto das alças transversais que agora planejo uma nova bolsa para mim. E lógico que virei aqui, compartilhar com vocês, combinado?

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Almofadas de foundation






Os dois blocos de foundation com os quais fiz estas almofadas foram feitos para outro projeto. Esse aqui. A ideia era fazer pelo menos 06 destes blocos sempre assim, no mesmo formato, com fundo verde e trabalhar com cores pastéis. 
Queria fazer um panô para colocar na parede do meu quarto, sobre a cabeceira da cama.
Acontece que, entre ter uma ideia e executá-la todinha, várias outras costurinhas entram no meio e posso acabar mudando de ideia. 
Duas das almofadas da sala já estavam bem velhinhas e surradas com as lavagens.
Aí, olhei os dois blocos prontinhos e vapt-vupt: o projeto do panô foi adiado e duas almofadas novinhas em folha nasceram.
E não é que a sala ficou mais alegrinha com estes tons delicados?

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Gustão, o enlouquecido



Augusto. Gustão.
Tem a pele muito branca, os olhos muito azuis.
A barba por fazer, o casaco surrado e um andar decidido. Parece mesmo saber por onde vai,  mas não sabe. Gustão enlouqueceu.
Antes, bem antes, era um jovem boa praça, bonito e disputado pelas mulheres.
Gustão era esportista, jogava bola e tinha muitos amigos.
E era, como eu, funcionário público.
A vida lhe corria tranquila e o destino parecia lhe acenar com metas já definidas: um dia, se casaria com uma das mulheres que ele mesmo poderia escolher, teria filhos e quem sabe um cão. Ou um passarinho, ou um bicho qualquer.
Uma casa para onde voltar todos os dias após o expediente, uma mulher para acariciar e amar.
Uma janta para jantar, um lar para sustentar. Uma parede para furar, uns quadros para pendurar, um quintal para varrer. Uma família para chamar de sua.
E nessa altura da vida, onde éramos todos jovens e cheios de planos, houve um intervalo.
Anos sem nos vermos, sem nos encontrarmos. Apesar de trabalharmos na mesma Prefeitura, são muitos prédios e muitas distâncias a separar os funcionários.
Um dia, Gustão reaparece mudado. Magro demais, barbudo demais, etéreo demais.
A cabeça parecendo uma nuvem, inalcançável.
As frases são curtas. Pede um cigarro e vai-se embora. Mas deu de voltar sempre, quase que diariamente, pedindo sempre mais cigarros.
Entendemos tudo: Gustão enlouqueceu. Perdeu a noção, surtou.
Conserva algumas recordações: jogava bola com o Fernando, nosso amigo.
Mora com a Gracinha, sua irmã. Tem que voltar para casa ao meio-dia. 
Toma remédios. Fuma. Gosta de sentar na praça.
E bebe o café que lhe oferecemos como se fosse o último do mundo: o líquido precioso acabou e lhe ofereceram o último gole. Segura o copo plástico com as duas mãos, bebe devagar e concentrado.
E quando acaba, vira as costas e parte. Como se soubesse para onde vai, como se tivesse uma mulher a lhe esperar, uma casa para arrumar, uns quadros para pendurar.


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